O arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso Sobrinho, fez um pronunciamento na tarde desta quinta-feira em que se posicionou contra o aborto em crianças vítimas de estupro. Ele também entregou um documento ao Conselho Tutelar com a sua opinião sobre o assunto. Na quarta-feira, o arcebispo excomungou da Igreja Católica os responsáveis pela interrupção da gravidez da menina de 9 anos que teria sido estuprada pelo padrasto, na cidade de Alagoinha, no agreste de Pernambuco. As informações são da Futura Press.
I-n-a-c-r-e-d-i-t-á-v-e-l. Acreditem, eu não abortaria. Se hoje eu percebesse que me encontro grávida, seguiria adiante na gestação. Tenho 22 anos, um relacionamento estável e condições mínimas para proporcionar conforto e bem estar a um filho. Essa sou eu. A excomunhão supra citada refere-se a equipe médica responsável por salvar a vida de uma criança de nove anos grávida de gêmeos após frequentes estupros por parte de seu padrasto. Me digam: quem sou eu, quem é você, qual de nós é suficientemente justo e correto para julgar ou contrariar tal atitude? Nove anos! Agreste pernambucano. Abaixo da linha da pobreza. Um salada mista de problemas sociais e psicológicos. Vale lembrar que a irmã, de 14 anos, também sofria abusos por parte do mesmo padrasto. Mais uma lástima na história brasileira. Mais um crime. Mais um absurdo. Não. Acreditem, tudo pode piorar. A Santa Inquisição parece reinstalada em nossa sociedade. Chocada. Não há outro termo para definir como me sinto. Minha mãe ligou hoje pela manhã e perguntou o que havia acontecido com uma menina, algo com padres, excomunhão. Normal, comunicação instantânea, não fosse o fato de minha genitora ter recebido a informação em um noticiário local de um vilarejo no norte da Alemanha. Impressionante. Vergonha. Vergonha para o Brasil. Vergonha para a sociedade. Vergonha para o bicho-homem, capaz de tamanho absurdo. A Igreja Católica, já tão maculada por escândalos mil no decorrer de sua brumosa história consegue dar um passo ainda mais vergonhoso do que o esperado. Vivemos o ano de 2009, século XXI. O aborto é um direito de toda mulher, de todo homem, de todo cidadão. É o seu corpo, o seu templo. Como eu disse, eu não faria. Mas eu não me valho do poder de julgar. É um direito que nos é assistido. É o papel da Igreja meter o bedelho? Não. Absolutamente não. Em tese, a instituição que menos entende de família na prática é a Igreja. Mas o clero não perde a oportunidade de tornar-se instrumento da discórdia e da revolta. É angustiante. Mas esperem, caros leitores, há mais. Queimar bruxas, hereges e pagãos está fora de moda. Apoiar o holocausto ou afirmar que ele não existiu anda mais em voga. Papas nazistas também. Mas a onda do momento mesmo é excomungar médicos após estes salvarem a vida de crianças violentadas . O fim. Cabuloso. Seria suficiente para enterrarmos nossas credenciais de humanos sentimentais em um pote de esterco. Contudo, as coisas podem ficar ainda mais lisérgicas: segundo o arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso Sobrinho, o padrasto criminoso não pode ser excomungado pois há crimes piores que este e o estupro não está dentro dos atos previstos para excomunhão. O quê? Alguém me belisca que eu só posso estar sonhando. Delirando. Ou seja: estuprar pode. Salvar vidas não pode. Juro que me correm as lágrimas neste momento. Estado laico. Laico? Só se for para defender padres pedófilos e assassinatos de recém-nascidos dentro de conventos, seminários e afins. A Igreja é podre. O catolicismo me envergonha. Uma criança seviciada é mais culpada do que um pederasta sujo. Voltamos à Idade Média, meus caros. Vexame. Nojo. Cuspo no seu hábito, arcebispo. Que sua próxima reencarnação seja repleta de abusos semelhantes. De alguma forma um monstro desta estirpe deve ser punido pelas impáfias, inverdades e incoerências ditas e feitas. É o fim dos tempos. Se realmente existe algum Deus, que este passe longe das "verdades" católias. Se Jesus, o Cristo, realmente pisou neste chão, ele deve estar se revirando na cova.
I-n-a-c-r-e-d-i-t-á-v-e-l. Acreditem, eu não abortaria. Se hoje eu percebesse que me encontro grávida, seguiria adiante na gestação. Tenho 22 anos, um relacionamento estável e condições mínimas para proporcionar conforto e bem estar a um filho. Essa sou eu. A excomunhão supra citada refere-se a equipe médica responsável por salvar a vida de uma criança de nove anos grávida de gêmeos após frequentes estupros por parte de seu padrasto. Me digam: quem sou eu, quem é você, qual de nós é suficientemente justo e correto para julgar ou contrariar tal atitude? Nove anos! Agreste pernambucano. Abaixo da linha da pobreza. Um salada mista de problemas sociais e psicológicos. Vale lembrar que a irmã, de 14 anos, também sofria abusos por parte do mesmo padrasto. Mais uma lástima na história brasileira. Mais um crime. Mais um absurdo. Não. Acreditem, tudo pode piorar. A Santa Inquisição parece reinstalada em nossa sociedade. Chocada. Não há outro termo para definir como me sinto. Minha mãe ligou hoje pela manhã e perguntou o que havia acontecido com uma menina, algo com padres, excomunhão. Normal, comunicação instantânea, não fosse o fato de minha genitora ter recebido a informação em um noticiário local de um vilarejo no norte da Alemanha. Impressionante. Vergonha. Vergonha para o Brasil. Vergonha para a sociedade. Vergonha para o bicho-homem, capaz de tamanho absurdo. A Igreja Católica, já tão maculada por escândalos mil no decorrer de sua brumosa história consegue dar um passo ainda mais vergonhoso do que o esperado. Vivemos o ano de 2009, século XXI. O aborto é um direito de toda mulher, de todo homem, de todo cidadão. É o seu corpo, o seu templo. Como eu disse, eu não faria. Mas eu não me valho do poder de julgar. É um direito que nos é assistido. É o papel da Igreja meter o bedelho? Não. Absolutamente não. Em tese, a instituição que menos entende de família na prática é a Igreja. Mas o clero não perde a oportunidade de tornar-se instrumento da discórdia e da revolta. É angustiante. Mas esperem, caros leitores, há mais. Queimar bruxas, hereges e pagãos está fora de moda. Apoiar o holocausto ou afirmar que ele não existiu anda mais em voga. Papas nazistas também. Mas a onda do momento mesmo é excomungar médicos após estes salvarem a vida de crianças violentadas . O fim. Cabuloso. Seria suficiente para enterrarmos nossas credenciais de humanos sentimentais em um pote de esterco. Contudo, as coisas podem ficar ainda mais lisérgicas: segundo o arcebispo de Olinda e Recife, d. José Cardoso Sobrinho, o padrasto criminoso não pode ser excomungado pois há crimes piores que este e o estupro não está dentro dos atos previstos para excomunhão. O quê? Alguém me belisca que eu só posso estar sonhando. Delirando. Ou seja: estuprar pode. Salvar vidas não pode. Juro que me correm as lágrimas neste momento. Estado laico. Laico? Só se for para defender padres pedófilos e assassinatos de recém-nascidos dentro de conventos, seminários e afins. A Igreja é podre. O catolicismo me envergonha. Uma criança seviciada é mais culpada do que um pederasta sujo. Voltamos à Idade Média, meus caros. Vexame. Nojo. Cuspo no seu hábito, arcebispo. Que sua próxima reencarnação seja repleta de abusos semelhantes. De alguma forma um monstro desta estirpe deve ser punido pelas impáfias, inverdades e incoerências ditas e feitas. É o fim dos tempos. Se realmente existe algum Deus, que este passe longe das "verdades" católias. Se Jesus, o Cristo, realmente pisou neste chão, ele deve estar se revirando na cova.
2 comentários:
é revoltante, mesmo! não sei daonde se consolidaram esse parâmetros que julgam que um pai estuprador está mais certo do que uma criança violentada correndo risco de vida.
absurdo. e agora é a gente que sente vergonha por eles, já que sempre acharão serem os donos da verdade e da razão nesses santos sermões nossos de cada dia.
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