segunda-feira, 11 de abril de 2011

Soneto do meu bem-querer

Ou "Quem é Você?"






Pr'onde leva esse furacão?
Pra debaixo d'algum peito abestado,
Paragem de pouco agrado,
Mormaço de leso coração?


Sinhô dono do vento sestroso,
Brisa torpe em noite de gozo
Anjo de ébano, dono da vaidade,
Traz paz, taciturno!, pr'essa tempestade.


Sustenta a mucama que perdeu o prumo,
Abre o abano pr'eu tomar o sumo
Das mil acácias que planam no teu voar.


Solta o passaredo no ar que te cobre
Deita no meu regaço, intento nobre
Rei desse cangaço, meu perfeito par.








[em honra a essa cachaça maldita que é o amor]

4 comentários:

Carlos Quadros disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Quadros disse...

Lendo e relendo essas palavras, tudo isso parece aumentar em mim...

Carlos Quadros disse...

Ps: tivemos sorte.

Ananda Muller disse...

Muita! =)