Correu
Desceu cambaleando pela escada em caracol
Caiu
Despiu-se de vergonha e de sucesso e despejou no chão suas vergonhas
Viu
No olho do cego brilhou a claridade de um amanhecer sem dor
Doeu
Notou na carne a navalha crua de quem apunhala aos poucos sem saber por onde começar
Amou
Por segundos parcos exuberou-se em sentires desconhecidos pelas paragens de seu âmago
Chorou
Esqueceu-se de ligar a luz da varanda de suas decências
Morreu
Expirou sem suspirar por entre as folhas e as brumas de uma mansão sem cor
Esqueceu
Partiu para o nada no meio do vácuo infinito
Um comentário:
Apesar de tudo... poesia.
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