sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O novo sempre vem

Faz um mês, exatamente, que o telefone tocou. Aquela voz, no momento estranha e indiferente, trazia uma mensagem pouco compreensível a quem acabara de acordar. O soar do aparelho celular despertou-a de seus devaneios para uma realidade não muito palpável. Era quente, é quente. Um convite, um teste, uma certeza: a vida seria outra daquele dia em diante. Aceitou o que lhe propusera a voz do outro lado da linha sem muita certeza ou convicção. Como sempre, diante de situações novas, enrolou-se nas mantas de seu casulo. Não posso, não consigo, não vai. Foi. Vinte dias já se passaram desde que tomou o objeto de seu desejo nas mãos de maneira profissional. O primeiro toque rescendeu a admiração e desejo. Fúria por concluir aquela primeira etapa, aquele primeiro contato. Nas primeiras vezes, cautela e humildade. Aos poucos, a destreza foi se instalando, ainda que na maior parte das vezes recorresse a seu mentor para iluminar as ideias mais nebulosas. Já nos primeiros dias fora agredida. Tentaram lhe tomar o direito de usar seu instrumento de trabalho. Teve de esperar horas pelo momento culminante. No sol, na chuva. Pisou em sangue humano. Esta, de todas, certamente se configurou na sensação mais marcante de todas. Passadas e vindouras. A vida expirando ante as lentes da verdade editada. Viu a alegria de quem honra o saudosismo. o brilho verdadeiro no olhar de quem sabe o que o passado traz consigo. Viu a indiferença de quem é solidário e a ironia dos mais sonsos. A alegria mascarada e a tristeza consentida. A lágrima verdadeira de quem ameaça matar e a petulância de quem já matou e parece se orgulhar do que fez. A bravura de quem teme e o medo dos fortes. Tudo isso em poucas horas, tudo isso em poucos takes, tudo isso na ponta de um lápis preto e de um amontoado de folhas velhas. O tempo urge e o que é novo não pode esperar. Ele sempre vem. Como desejei estes dias. Como me assustam, agora que chegaram. Eu os temo pela intensidade com que invadiram minha própria caminhada, como me mostraram que minhas convicções teóricas, muitas vezes mais ácidas do que pensava conseguir colocar em prática, são reais e conclusivas. Me apavora o deleite que me consome o dia a dia daquilo que escolhi para mim. Aquela mesma voz, agora tão familiar e agradável, abriu as portas -num ato único de confiança- para minhas expectativas mais profundas e sinceras.
Hoje posso dizer: jornalista em formação, repórter por convicção, comunicadora por paixão.
Obrigada a todos que acreditaram em mim =)

5 comentários:

Carlos Quadros disse...

Meio que testemunha disso, acho que um parabéns é muito pouco para dar, acho que votos e desejos de um sucesso certamente vindouro caberiam muito mais...

Unknown disse...

Yéééé...e isso é só o comeco guria...

Romulo Tondo disse...

Nem curte essa bagaça :P Coloca o treco de curtir aí Ananda...
Tem que ter interatividade este blog... ahuauaha
;D

****************************** disse...

Esse é só um dos muitos objetivos que irá traçar em tua longa jornada... Desejo muito sucesso, auto confiança e que acima de tudo acredite no teu potencial e na tua capacidade de vencer. Saiba, que estou aqui na torcida por você! Sucesso, guria!

Admin Blog disse...
Este comentário foi removido pelo autor.