[Não queria enveredar por aquele desvio, entretanto longa era a jornada e o atalho, convidativo. Nos umbrais do velho castelo abandonado havia uma pequena lacuna. Resolveu através dela aventurar seus passos e acabou no labirinto soturno de suas vaidades.]
Olha só!, me vejo aqui
Sem nexo, sem juízo.
Permiti que tu entrasses
Pelas janelas semi-abertas de meus vícios
Através das portas quase fechadas de minhas verdades
Por entre as frestas estreitas de minhas angústias.
E agora,
Sem permissão
[e com toda minha complacência]
Conduzes tua carruagem pelas pontes quase desmoronadas
Que levam aos meus medos e aos meus delírios.
[E por mais que me embebede a alma em pavor]
Não sei sentir com hora marcada
O sol nasce lá fora e me falta o dormir
Cansei de ser serena na glória
Se me parece bom, baixo a guarda e deixo seguir
Esqueço se antes molhei minha túnica em sangue e em lágrimas
Se teu olho brilha eu quero mais é refletir!
"É bom saber que és parte de mim assim como és parte das manhãs... melhor é poder gozar da paz que trazes aqui!"
Um comentário:
Como "palavrinhas tão à toa" como essas podem combinar tão bem?
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