E o tempo segue como se nunca antes tivesse sido diferente. As flores, as folhas, os galhos e os espinhos. Tudo gira, tudo cai com o vento que sopra no amanhecer, aurora que me queima cada centímetro. Antes tudo era beleza e tudo era nosso. Cada canto uma luz para a alma. Hoje tudo parece nada. A ausência em absoluto quando te vejo mas não te sinto. Descobri o que significava aquele anagrama, o anagrama da fruta do pecado. Dói saber que o tempo não corre para o passado. Dói saber que agora teu sorriso não ilumina mais as minhas ruas escuras. As canções seguem, as pessoas seguem, o mundo segue e eu permaneço aqui, inerte, perguntando sem cessar: por quê, por quê?
2 comentários:
Infelizmente é o rumo natural das coisas. Sei lá, eu tento acreditar que não é assim, mas já tive provas mais do que suficientes da vida pra acreditar que é assim.
E o mais engraçado de tudo é que seguimos em frente e ainda assim continuamos a nos iludir achando que essas coisas nunca acabam, que dessa vez será diferente...
Como diria a tal música: "Life kicks us in the teeth
Yet something makes us crawl back for more...."
Desculpe-me pelo meu humor e palpites, talvez eu esteja completamente errado, mas resolvi escrever mesmo assim...
Ah sim. Brother Jão é um dos heterônimos de Jorge Lampert! :D Aliás, ele está mandando um beijo pra ti!
Bom te ver escrevendo por aqui novamente. Gosto dos teus textos.
Cuida-te!
Beijão
Maior do que a alegria de chegar em casa, só mesmo descobrir que tu voltaste a escrever no teu blog. Amo os teus textos, sejam eles psicodélicos, nonsense ou emocore. Lip dip.
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